• Facebook Vital Paisagismo
  • Instagram Vital Paisagismo
  • Linkedin Vital Paisagismo

© 2014-2019 POR HENRIQUE VITAL

VITAL PAISAGISMO

contato@vitalpaisagismo.com     +55 11 948-320-420

B L O G

  • Henrique Vital

Os fícus das ruínas de Angkor Vat

Os fícus das ruínas de Angkor Vat, no Camboja. O Tetrameles nudiflora é uma das duas espécies de plantas (a outra é o fícus-estrangulador) que crescem entre as notáveis ruínas de Angkor Vat, no Camboja. Suas imponentes raízes aéreas aparecem em toda a parte nas florestas tropicais da Índia e do Sudeste asiático, contribuindo para o seu fascínio antigo.

Angkor Wat - após centenas de anos, os templos milenares do antigo Império Khmer (séculos IX ao XV) foram explorados pela primeira vez por um forasteiro já no fim do século XVI, quando missionários portugueses , sem querer, descobriram essas edificações. Há quem atribua a “descoberta” dos velhos templos ao botânico francês Henri Mouhot, três séculos mais tarde. Foi a partir daí que o mundo tomou conhecimento deste grande patrimônio arquitetônico e religioso.

Seja como for, os mais de mil templos da região de Angkor estiveram abandonados por séculos. Árvores gigantescas — com imensas raízes — tiveram tempo de se entrelaçar às estruturas de pedra ao ponto de hoje parecerem integrar as construções. Se o visitante souber se esquivar dos ônibus de turistas chineses, russos e ocidentais, ou se abstrair do movimento em horários de pico, a sensação é de total desprendimento de tudo o que é familiar.

Angkor (palavra derivada de “Nagara”, do sânscrito, que significa cidade) foi uma das capitais do antigo Império Khmer, que em seu apogeu se estendia desde o que hoje é o Mianmar até o Vietnã e ostentava uma população de quase um milhão de habitantes entre os séculos XII e XIII. Na mesma época, a de Londres não passava de 50 mil pessoas.

No início do século XV, a cidade perdeu importância, foi saqueada, até cair no esquecimento. As casas se foram após os anos de bonança, sem deixar rastros. De madeira, frágeis, perderam-se no tempo e na floresta. Restaram os templos, morada das divindades, únicas edificações que podiam ser construídas em sólidas camadas de pedra, erguidas entre os séculos IX e XIII.

Só o templo Angkor Wat, considerado a maior construção religiosa do mundo, tem 1.532 colunas e, estima-se, quantidade de pedras equivalente à usada na pirâmide de Qéops, no Egito. É ele que se vê estilizado no centro da bandeira do Camboja.

O conjunto arqueológico da região de Angkor se espalha por 400km². Os quase mil templos na área da antiga capital do Khmer foram declarados patrimônio da Humanidade pela Unesco, figuram na lista de candidatos à oitava maravilha do mundo, estão em livros, guias, mapas e filmes. Explorá-los exige tempo, disposição e disponibilidade do viajante. Leva-se ao menos três dias para visitar os mais importantes.

Próxima aos principais monumentos e sítios arqueológicos da região, Siem Reap (a 340km da capital Phnom Penh) serve de base. A cidade tem boa infraestrutura, ótimos hotéis e restaurantes. Tornou-se um polo turístico importante, atraindo dois milhões de visitantes por ano. Os próprios cambojanos não deixam de aproveitá-los. Fim de

semana é dia de piquenique. Espalham redes e passeiam pelo patrimônio que aprenderam a valorizar. Chegam em motocas com até cinco pessoas, incluindo crianças. Vão e vêm sem pagar ingressos (cobrados do turistas) para conhecer e usufruir desses tesouros. É dali que tiram o ganha-pão. Foi o turismo que desenvolveu a região no entorno dos templos. Leia mais: https://oglobo.globo.com/boa-viagem/no-camboja-templos-integraram-ruinas-natureza-ao-longo-dos-seculos-21260424#ixzz59NQepb3s

#arvore #meioambiente #ecologia